24 Abril 2026

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Athletico pressiona, esbarra na defesa do Atlético-GO e decisão fica aberta na Copa do Brasil

athletico-pr x atlético-go

Em duelo de ataque contra defesa, o Furacão domina as estatísticas e a posse de bola, mas amarga um empate em 0 a 0 em casa, frustrando a torcida e deixando a disputa pela vaga na próxima fase totalmente indefinida.

Por Redação Esportes 24 de abril de 2026

O aguardado confronto entre Athletico-PR x Atlético-GO, válido pelo jogo de ida da quinta fase da respeitada Copa do Brasil, terminou com um placar que reflete mais a transpiração do que a inspiração das equipes. Na noite desta quarta-feira, na Ligga Arena, os times empataram em 0 a 0, em uma partida onde o Athletico Paranaense deteve o controle absoluto das ações, mas não conseguiu traduzir seu imenso volume ofensivo em gols. O resultado athletico-pr x atlético-go deixa o embate completamente aberto para o duelo de volta, transferindo a pressão para a equipe rubro-negra e gerando um forte ambiente de cobrança nas arquibancadas, o que exigiu do técnico Odair Hellmann apaziguar os ânimos logo após o apito final.

Como foi o jogo: ataque contra defesa

A expectativa de quem procurou onde assistir athletico-pr x atlético-go era de um jogo franco, mas o que se viu em Curitiba foi um autêntico duelo de ataque contra defesa. Desde o primeiro minuto, o Atletico PR empurrou o adversário para seu campo defensivo. Com intensidade na recuperação da bola e linhas altas, o Furacão rondou a área goiana incessantemente.

No entanto, o Atlético Goianiense adotou uma postura de sobrevivência. Organizado em um bloco defensivo muito baixo e compacto, o Dragão resistiu bravamente às investidas, cometendo faltas táticas para quebrar o ritmo dos mandantes. A partida foi marcada por muita intensidade física, choques ríspidos e uma série de chances desperdiçadas pelo time da casa, que pecou na pontaria e na tomada de decisão no terço final, mantendo o placar inalterado.

Domínio traduzido em números

As estatísticas da partida ilustram com precisão o roteiro do jogo. O Athletico PR finalizou 15 vezes ao longo dos 90 minutos, contra apenas 7 do Atletico GO. Contudo, a falta de eficiência paranaense fica evidente quando observamos que apenas 4 desses arremates foram no alvo, enquanto os visitantes, mesmo atacando menos, acertaram a meta em 3 ocasiões, obrigando o goleiro Santos a intervir com segurança.

A posse de bola (59% a 41%) e o número de passes (534 contra 336) evidenciam o controle territorial do Furacão. A precisão dos passes também foi superior para os donos da casa (87% contra 79%). No entanto, a estratégia do Atlético-GO de picotar o jogo se reflete no alto número de faltas cometidas: 22 infrações dos goianos contra 15 dos paranaenses, resultando em 4 cartões amarelos para os visitantes e 3 para os mandantes. O volume ofensivo rubro-negro também gerou 5 escanteios a favor, contra apenas 1 do adversário, além de 2 impedimentos marcados contra o ataque atleticano.

Análise tática: a muralha goiana

Taticamente, o cenário foi claro. O técnico Odair Hellmann montou o Athletico Paranaense para propor o jogo. Utilizando Gastón Benavídez e Lucas Esquivel bem espetados pelos lados, o time tentou alargar a defesa adversária para que João Cruz e Bruno Zapelli pudessem infiltrar pelo meio. Contudo, a equipe sofreu com a falta de profundidade e a lentidão na circulação da bola, facilitando o reposicionamento do sistema defensivo goiano.

Do outro lado, a equipe do Centro-Oeste competiu de forma exemplar no aspecto físico. Fechando o funil central, a ordem era clara: não conceder espaços na entrada da área. Ao aceitar a dominação territorial, o Dragão apostou nos contragolpes rápidos, mas teve dificuldades de conectar seus atacantes. Ainda assim, a estratégia reativa funcionou para o seu propósito principal, que era sair de Curitiba vivo para o segundo embate.

O ambiente de cobrança e o recado de Odair

O apito final foi acompanhado por vaias tímidas e muita murmuração na Ligga Arena. O jogo do athletico paranaense gerava grande expectativa, principalmente pelo bom início de temporada da equipe, que elevou o sarrafo das exigências. Empatar em casa, em uma competição eliminatória crucial, imediatamente inflou a pressão.

Em entrevista coletiva concedida logo após o empate, o técnico Odair Hellmann abordou o clima pesado. O treinador reconheceu o ambiente de cobrança, natural para um clube que se acostumou a disputar títulos, mas pediu paciência. “Sabemos do nível de exigência do nosso torcedor, mas precisamos de equilíbrio e humildade. O adversário também tem seus méritos, veio para se defender e conseguiu. Precisamos ter tranquilidade para entender que a eliminatória tem 180 minutos e nós temos total capacidade de buscar a vaga fora de casa”, ponderou Odair, tentando blindar seu elenco.

Escalações e destaques individuais

A formação do Athletico trouxe Santos no gol, protegido por uma linha com Gilberto Junior, Carlos Terán e Arthur Dias, além dos já citados Esquivel e Benavídez. No meio, Juan Portilla foi o motorzinho, enquanto Bruno Zapelli tentava ser o cérebro. No ataque, Dudu e Kevin Viveros foram acionados, mas esbarraram em uma noite pouco inspirada. Zapelli foi o jogador mais ativo na construção, mas careceu de aproximação efetiva na área.

Atlético-GO foi a campo com Paulo Vítor, que teve papel fundamental no 0 a 0 com defesas seguras. A linha defensiva contou com Ewerthon, Junior Barreto, Gebson Gomes, Guilherme Lopes e Cristiano. No meio e ataque, Geovany, Leandro Viela, Leo Tocantins, Marrony e Gustavo Coutinho completaram a equipe. O destaque absoluto foi o zagueiro Junior Barreto, impecável nas rebatidas e na liderança da zaga, garantindo a solidez que frustrou o time da casa.

Perspectivas para a volta e a voz do torcedor

resultado athletico-pr x atlético-go desenha um jogo de volta eletrizante. O regulamento da Copa do Brasil não prevê o gol qualificado fora de casa; portanto, quem vencer em Goiânia avança. Um novo empate, por qualquer placar, levará a decisão da vaga direta para as cobranças de pênaltis.

Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. A torcida do Furacão demonstrou frustração com a “posse de bola inofensiva”. Do lado goiano, a sensação é de missão cumprida nesta primeira etapa, com a confiança em alta para decidir diante de sua torcida.

“Faltou repertório. Tivemos a bola o tempo todo, mas rodamos, rodamos e não machucamos o adversário. Precisamos ser mais agudos se quisermos classificar”, analisou um torcedor do Athletico nas plataformas digitais.

Para o comentarista esportivo fictício, Carlos Mendes, o duelo foi uma aula de pragmatismo: “O Atlético-GO fez o jogo que precisava fazer. Tirou a velocidade do Athletico e suportou a pressão. Agora, em Goiânia, a dinâmica muda, e o Athletico precisará usar o nervosismo a seu favor, já que os donos da casa terão que se expor mais.”

O primeiro capítulo deste confronto da Copa do Brasil não entregou os gols esperados na partida athletico pr x atletico go, mas entregou um roteiro tático instigante. O empate sem gols não definiu a classificação, mas alterou drasticamente a temperatura do confronto. O Athletico, que dominou todas as estatísticas, sai de campo pressionado e obrigado a mostrar poder de fogo longe de seus domínios. Já o Atlético-GO volta para casa com um resultado estratégico valiosíssimo no bolso. O duelo de volta promete ser muito mais tenso, com a eficiência ofensiva sendo, inevitavelmente, o fiel da balança.

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