EXCLUSIVO: Asenzo sobre as perspectivas da Espanha na Copa do Mundo e a vida depois do futebol
O ex-goleiro e agora analista de TV conversou com o FlashScore dias antes do início da Copa do Mundo de 2026, no México, Canadá e Estados Unidos.
Sérgio Asenzo (36) Consolidou-se como um daqueles jogadores de futebol que pendura as chuteiras e pula para a televisão – ou no caso dele, as luvas. A sua experiência como profissional dá-lhe uma perspectiva privilegiada sobre o belo jogo, que agora traz para os meios de comunicação com os quais colabora, por ex. Movistar Plus+.
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Na verdade, Palencia conhece todos os aspectos do futebol local, Jogou pelo mesmo time Valladolid, Atlético de Madri, Villareal ou Málaga e enfrentou o lado mais difícil do esporte – lesões graves – em várias ocasiões.
Do campo ao estúdio
P: Como você vê sua transição do tom para o microfone?
Responder: “Depois de tantos anos no balneário, foi um passo natural para mim associar-me ao futebol. Agora vivencio-o de uma perspectiva diferente, analisando e comentando o que acontece em campo. Procuro partilhar a experiência que a minha carreira me proporcionou e explicar detalhes que muitas vezes passam despercebidos de fora.”
P: O que você lembra do seu sucesso no Real Valladolid?
UM: “Tudo aconteceu muito rápido. Estreei-me muito jovem e tive a sorte de contar com a confiança de Mendeliber e do clube. Os meus companheiros ajudaram-me muito no início da minha carreira profissional. Valladolid será sempre a minha casa. Aqueles anos foram cheios de aprendizagem.”
Vá para o Atlético e lute contra lesões
P: Depois veio o Atlético de Madrid… Como surgiu a mudança?
UM: “Assinar pelo Atlético foi um grande passo na minha carreira. Cheguei cheio de entusiasmo e grandes expectativas, mas a lesão surgiu num momento difícil. Aqueles anos no Atlético foram como uma aula magistral de futebol e força mental. Tive a sorte de ganhar o meu primeiro troféu como profissional.”
P: Qual é a parte mais difícil de sofrer uma lesão tão grave?
UM: “Sem dúvida, lidar com a incerteza. A recuperação física é difícil, mas o lado mental é ainda mais difícil. Você se pergunta quando voltará, se voltará ao seu nível ou se poderá desfrutar do futebol como antes. Aprendi a ser paciente e a valorizar muito cada treino e cada partida.”

P: Conte-nos brevemente sobre sua passagem pelo Villarreal.
UM: “O Villarreal confiou em mim num momento muito difícil da minha carreira e serei sempre grato. Lá encontrei estabilidade, confiança e vivi alguns dos melhores momentos da minha vida desportiva. É um clube especial para mim e para a minha família.”
Espanha continua a ser uma referência global
P: Quais são as chances da seleção espanhola na Copa do Mundo deste verão?
UM: “Espanha Sempre há talento para competir com qualquer um. Temos uma geração muito boa, muitos jovens jogadores de qualidade e um estilo de jogo muito claro. Muitas coisas funcionam na Copa do Mundo, mas acho que a Espanha deveria estar sempre entre os melhores. Acredito que eles podem vencer a Copa do Mundo.”
P: Parece que o futebol espanhol está perdendo terreno em comparação com outras ligas principais…
UM: “Penso que ainda há muito talento no futebol espanhol. Talvez outras ligas tenham agora mais poder financeiro e possam atrair mais jogadores, mas o nível de treino e competição em Espanha continua a ser uma referência. A chave é continuar a investir no desenvolvimento dos jovens e no seu crescimento.”
sua nova vida
P: Quais são as principais diferenças entre a experiência no futebol como jogador e como comentarista?
UM: “Como jogador, você está focado no próximo treino ou na próxima partida. Como comentarista, você tem uma perspectiva diferente, porque vive mais no presente, acompanhando o que está acontecendo com as equipes todos os dias.
P: O que você gosta de fazer quando não está pensando em futebol?
UM: “Agora gosto de passar mais tempo com minha família e fazer coisas que foram difíceis na minha carreira profissional por conta de horários e viagens. Gosto de ficar conectado aos esportes, inclusive ciclismo, remo… Meu objetivo é continuar crescendo profissionalmente e curtir essa nova etapa com a mesma empolgação que tive na carreira de jogador.”

