15 Junho 2026

Análise de Brasil x Marrocos com destaque das principais falhas da Seleção

Na estreia na Copa do Mundo, o Brasil começou com o sistema mais utilizado no mundo, favorito entre os treinadores por ser um sistema “fácil” de entender. Na verdade, não é nada simples: 4-4-2.

Brasil A partida começou um pouco mais cautelosa e sob muita pressão MarrocosQue fez excelente aproveitamento da marcação no meio do bloco e converteu muito bem os ataques.

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Muitas vezes, o objetivo da transição não era marcar diretamente, mas entrar no meio campo adversário. Isto ocorreu em grande parte porque os atacantes do Brasil não estavam contribuindo defensivamente de forma consistente.

Poderíamos ver com isso Ashraf HakimiForte presença no primeiro tempo, aparecendo frequentemente dentro da área do Brasil. A estratégia do Brasil foi explorar as lacunas na defesa direita do Marrocos Vinícius Jr. E Rafinha.

Na prática, vimos que tanto Rafinha quanto Vinicius Jr. ocupavam a mesma posição, e muitas vezes o Brasil não tinha jogador de fora, obrigando o time a jogar no meio. Foi aí que entrou em jogo a estratégia de Marrocos de fechar o centro e apostar mais na transição.

Mapa de calor de Hakimi
Mapa de calor de HakimiPor Pedro Paulo Diaz/Zuma Press/Profimedia/Opta by StatsPerform

Medo de perder a posse

Em determinado momento, o Brasil perdeu a bola pelo meio e acertou um contra-ataque, resultando no gol do Marrocos. Diante de equipes que buscam o contra-ataque, o maior perigo surge quando se está em posição ofensiva.

Nesse ponto, você fica vulnerável a viradas que podem gerar gols, e foi exatamente isso que o Brasil sofreu. Taticamente, não conseguiram iniciar o jogo na segunda fase de ataque, não puderam utilizar os zagueiros e demoraram muito para passar a bola para os zagueiros e meio-campistas, onde estavam seus jogadores mais perigosos.

Recuar força uma nova abordagem

Logo é preciso admitir que houve um detalhe que fez muita diferença, principalmente em estádios lotados de torcedores: as pausas para hidratação. naquele momento, Carlos Ancelotti Fez uma mudança tática que melhorou o time e o Brasil marcou logo aos cinco minutos.

Geralmente, durante uma partida, quando o ruído é intenso, é muito difícil comunicar instruções detalhadas e alterar efetivamente o sistema. Com a mudança tática, manteve os mesmos jogadores e passou para o 4-1-4-1. Ancelotti pressionou Lucas Paquete um pouco mais largo, Vinicius à esquerda, Rafinha à direita e Igor Thiago Ele estava na posição central.

Mapa de calor do Rafinha
Mapa de calor do Rafinhaelyxandro cegarra / PsnewZ / Profimedia / Opta by StatsPerform

O gol saiu cedo, mas começou pela lateral (aproveitando a posição de Hakimi), com grande jogada individual de Vinicius Junior. Um detalhe bacana do gol do Brasil foi a quantidade de jogadores na área no momento da finalização: seis, sendo três meio-campistas, dois pontas e um centroavante.

Ainda em mudança tática, Paquetá, além de dar mais cobertura no meio e ficar próximo dos meio-campistas, foi responsável pela cobertura de Vinicius Jr., que nem sempre era obrigado a se envolver na organização defensiva mais ampla.

Quando Vinicius estava fora de posição, Paccetta passava do centro para o ala e jogava no sistema, que mais tarde passou a ser o 4-4-2. É aí que entra o ‘combinação de meio-campo’. No 4-1-4-1, os meio-campistas do Brasil estavam mais próximos dos do Marrocos e o Brasil era muito mais eficaz sob pressão, especialmente depois de perder a bola.

Falta é um detalhe importante

Um detalhe importante foi o número de faltas cometidas pelo Brasil, principalmente no meio campo adversário.

Isso é algo que foi trabalhado e implementado melhor após a mudança do sistema. O comportamento defensivo do Brasil foi bom durante toda a partida; Pressionaram bem no meio ofensivo e conseguiram ganhar bolas importantes. Mas a equipe não conseguiu transformar esses bons momentos em oportunidades reais. A estratégia de transição de Marrocos tornou-se cada vez menos eficaz.

O Brasil teve mais posse de bola, mais domínio territorial, venceu mais duelos, desacelerou os contra-ataques, mas não conseguiu ser eficaz. É aí que entra a falta de excelência.

Estatísticas da partida
Estatísticas da partidaOpta por StatsPerform

Com zagueiros e alas posicionados nas laterais, o Brasil constrói o jogo com zagueiros e meio-campistas centrais. Paquetá buscou espaço, criando uma vantagem numérica que obrigou um dos meio-campistas marroquinos a sair de suas posições habituais.

Isto criou uma vantagem à qual Marrocos teve de se adaptar. Porém, o Brasil não conseguiu tirar muita vantagem, pois não conseguiu movimentar a bola com rapidez suficiente das áreas laterais para o centro, facilitando o trabalho defensivo do Marrocos.

Mais próximo dos meio-campistas do Brasil, o Marrocos manteve seus dois jogadores mais avançados no meio-campo. Nessa forma pressionante, o Brasil faltou controle no meio e não conseguiu passar a bola pela lateral. Quando o fizeram, foi mais lento e ainda no seu meio-campo, permitindo a Marrocos mudar a sua linha e marcar com mais força.

O Brasil não tentou muitas bolas atrás dos zagueiros. Os laterais tiveram que ir fundo para pegar a bola porque os zagueiros não avançavam e quase sempre estavam alinhados com os zagueiros.

O Brasil não se destacou no meio nem nas laterais. O jogo individual tornou-se cada vez mais importante e, no mais alto nível da Copa do Mundo, nem sempre funciona, mesmo com jogadores que podem fazer a diferença.

Após a mudança, o Brasil tentou mudar sua abordagem para apostar na qualidade técnica individual, trouxe jogadores mais móveis e um lateral-direito que jogava por dentro, abandonando mais uma vez as laterais. Marrocos manteve-se firme e mostrou que é uma equipa de qualidade, o que lhe confere um lugar forte no cenário mundial.



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