6 Julho 2026

Brasil planeja ficar com Ancelotti para a Copa do Mundo de 2030

O Brasil não tem intenção de demitir Carlo Ancelotti após a eliminação na Copa do Mundo pelas mãos da Noruega e o quer no comando do torneio de 2030.

A espera da Seleção por uma sexta Copa do Mundo que aumente o recorde se estenderá por pelo menos 28 anos depois que os dois gols de Erling Haaland foram anulados na derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey, no domingo.

Tendo vencido a Copa do Mundo pela última vez em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, a atual seca de seis torneios do Brasil é agora a mais longa de sua história.

Esta é a primeira vez que são eliminados nas oitavas de final desde 1990, quando perderam por 1 a 0 para a Argentina na mesma fase.

A equipe de Ancelotti ficou lisonjeada durante todo o torneio, empatando em 1 x 1 com o Marrocos na primeira partida, antes de uma vitória por 3 x 0 sobre o Haiti e a Escócia selando a primeira posição do Grupo C, precisando então de um gol de Gabriel Martinelli nos acréscimos para vencer o Japão nas oitavas de final.

Mas eles não serão pressionados a fazer mudanças no banco de reservas, com o contrato de Ancelotti prorrogado em maio até o final da Copa do Mundo de 2030.

Falando após a eliminação de domingo, o coordenador da seleção, Rodrigo Caetano, disse: “Agora cabe a nós enfatizar a necessidade de um ciclo que progrida normalmente, com um pouco mais de calma; para continuar nosso trabalho com os treinadores durante a Copa do Mundo de 2030 e fazer os ajustes necessários.

“Pelo menos podemos ter um mínimo de calma para nos prepararmos para a próxima Copa do Mundo.”

Apesar do torneio desanimador do Brasil, Caetano acredita que os Estados Unidos deveriam ter tirado algo positivo de sua passagem por lá.

“Obviamente, ainda estamos juntando os cacos”, disse Caetano. “Todos estão muito tristes, decepcionados e decepcionados: os jogadores, a comissão técnica e a comissão técnica.

“Por outro lado, não podemos subestimar os momentos que passamos juntos. Em particular, os 38 dias durante os quais os jogadores, todos nós e vocês, tivemos a oportunidade de testemunhar o seu nível de empenho e profissionalismo desde o primeiro dia até ao fim.”

Um dos momentos mais importantes do jogo de domingo aconteceu no primeiro tempo, quando o Brasil recebeu um pênalti em 0 a 0 após cobrança de Christopher Azar sobre Matthews Cunha.

Esperado para cobrar o pênalti, Vinicius Jr. converteu 12 dos 16 pênaltis que marcou em todas as competições pelo Real Madrid.

Em vez disso, Bruno Guimarães – que marcou apenas dois pênaltis pelo Newcastle United – deu um passo à frente e viu seu remate ser defendido por Orjan Nyland.

Questionado após o jogo por que não cobrou o pênalti, Vinicius disse: “Porque a decisão é do técnico. Nunca escondo ou fujo da minha responsabilidade.

“No Real Madrid, sempre que o técnico me pedia, eu aceitava. Aqui, segui as decisões que tomei. Isso mostra que não agi de forma egoísta ou de má-fé ao buscar os holofotes.”

Vinicius teve o azar de perder depois de criar duas chances e vencer oito de seus 13 duelos – incluindo seis dribles bem-sucedidos – em outra exibição brilhante.

Quando o Brasil recebeu outro pênalti nos acréscimos do segundo tempo, o jogo estava realisticamente além deles.

Isso resultou no substituto Neymar marcando um gol de consolação e se tornando o segundo jogador da Seleção a marcar em quatro Copas do Mundo diferentes (2014, 2018, 2022 e 2026), depois de Pelé (1958, 1962, 1966 e 1970).





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