O que vem a seguir para a caótica Itália depois do dilema de Pirlo e do desprezo de Guardiola?
Um duplo golpe nas negociações para um novo treinador abre um cenário diferente para a federação. Paolo Maldini e Leonardo, num terreno cada vez mais instável, têm de descobrir o próximo passo entre soluções jovens e gestores experientes.
A situação que rodeia a seleção italiana é surreal, absurda. Uma confusão de acontecimentos que mais parece uma pintura de Salvador Dali do que um simples plano desportivo. Ainda assim, é tudo real.
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A chegada de Maldini e Leonardo parecia marcar a virada à direita. Dois executivos muito experientes, habituados a trabalhar ao mais alto nível e com uma identidade futebolística clara. O objetivo era claro: desde a escolha de um novo treinador até o relançamento da seleção nacional.
O primeiro passo foi extremamente ambicioso. O alvo era Pep Guardiola, talvez o melhor treinador do mundo. Foi um grande esforço, mas colidiu com o desejo do treinador catalão de se concentrar na família e tirar um ano sabático para recuperar o equilíbrio pessoal após os anos em Manchester.
Uma rejeição dolorosa, mas em última análise previsível.
uma vergonha
Porém, o que ninguém poderia imaginar foi o fracasso do Plano B. Andrea Pirlo colocou-se à disposição para liderar os Azzurri e as negociações parecem estar a correr bem. Então, de repente, tudo parou.
O acordo fracassou devido à polêmica sobre sua colaboração com uma empresa de apostas russa. E assim, depois de pensarmos que um acordo bastante simples foi feito, o resultado foi mais um revés. Muito doloroso.
Leia mais: Pirlo negou emprego na Itália por ligações com empresa de apostas russa
E essa é provavelmente a parte mais difícil. Não tanto pelo nome de Pirlo, mas pela forma como o acordo foi redigido. Um acordo que foi praticamente finalizado fracassou devido a um detalhe que deveria ter sido considerado muito antes de qualquer otimismo poder vazar.
Um passo para trás
Um duplo passo em falso que inevitavelmente minou a posição de Maldini e Leonardo. Também causa Itália Já foi um ano difícil, marcado pelo pesadelo de perder três Copas do Mundo consecutivas. Era necessária uma demonstração de força para expressar a ideia de uma federação finalmente organizada.
Até agora aconteceu o contrário.
Neste ponto, é importante entender qual será o próximo passo. Se o presidente da FIGC, Giovanni Malago, decidir entregar o cargo a um dos grandes nomes ainda disponíveis, por ex. Antonio Conte ou Roberto ManciniÉ difícil imaginar Maldini e Leonardo ainda no centro do projeto.
É difícil imaginar treinadores deste calibre aceitando a terceira escolha depois de Guardiola e Pirlo.

Se for esse o caso, não seria surpreendente ver os dois executivos se afastarem, abrindo efetivamente a porta para uma nova revolução tecnológica em apenas algumas semanas.
Opção Baldini
A única carta real que parece ter sobrado é Silvio Baldini. Uma solução diferente, focada no conhecimento do futebol italiano e dos jovens jogadores, também foi alcançada através do seu trabalho com os Sub-21.
A ideia seria, pelo menos intencionalmente, modelos como Scaloni com a Argentina ou de la Fuente com a Espanha, embora com todas as diferenças necessárias.
Há outro aspecto que não pode ser subestimado. A médio prazo, Baldini será uma solução menos vinculativa. Se daqui a um ano Guardiola realmente manifestar a ideia de treinar uma seleção nacional, será muito mais fácil revisitar o projeto – principalmente se ainda não estiver fechado – mas com um treinador de destaque como Conte ou Mancini.
Seja qual for a escolha final, uma coisa é certa: depois de duas tentativas fracassadas, a Federação não pode tolerar mais erros. O próximo passo é ser específico e, acima de tudo, preciso.
Porque a seleção italiana e os seus adeptos merecem finalmente um novo começo para a sua história.
