Infantino sob pressão para incluir plano de vendas abandonado da Copa do Mundo em análise externa da FIFA | FIFA
Os membros do Conselho da FIFA exigirão que o esquema abandonado de venda da Copa do Mundo de Gianni Infantino e o caso Bolonha de Fowler sejam incluídos em uma revisão externa da governança da FIFA.
Numa carta a todas as 211 federações-membro da Fifa, na segunda-feira, Infantino disse que pediria ao conselho que revisse “a atual estrutura de governança da Fifa para iniciativas estratégicas importantes” na sua próxima reunião em Zurique, no dia 15 de outubro.
Debbie Hewitt, chefe da Associação de Futebol, escreveu a Infantino na semana passada pedindo-lhe que divulgasse todos os documentos relacionados ao programa Fifa Forward Enterprise (FFE), que foi abandonado no mês passado e aos antecedentes da decisão da Fifa de suspender a suspensão de Balogun durante a Copa do Mundo.
Um disse ao Guardian que qualquer revisão de governação perderia credibilidade sem uma análise retrospectiva da FFE e de Balogun, enquanto outro disse que Infantino estava a tentar evitar o escrutínio pessoal, movendo as estruturas de governação da FIFA para além das controvérsias passadas.
O Conselho da FIFA é composto por 28 representantes das seis confederações, oito vice-presidentes, Infantino e o secretário-geral da FIFA, Matthias Grafström.
Depois do caso Balogun, quando o avançado norte-americano foi suspenso dos oitavos-de-final do Mundial contra a Bélgica, um grupo de membros do conselho tentou convocar uma assembleia geral extraordinária na sequência de um telefonema de Donald Trump para Infantino, mas não conseguiu obter os 19 votos necessários.
21 dos 38 assentos no conselho estão entre federações europeias, asiáticas e da América do Norte, Central e Caribe que fazem campanha contra Infantino, mas também incluem representantes do Catar, Arábia Saudita e Malásia.
O presidente da Federação Alemã de Futebol, Bernd Neuendorf, deixou claro esta semana o ponto de vista europeu, descrevendo a oferta de Infantino de uma revisão administrativa como uma campanha eleitoral cínica, mas qualquer votação sobre o assunto no conselho seria apertada.
“Vejo a carta de Gianni Infantino como uma estratégia óbvia para ser reeleito no próximo ano”, disse Neundorff. “Fundamentalmente, a FIFA parece agora ter reconhecido que as mudanças são essenciais. No entanto, Gianni Infantino não é certamente a pessoa certa para liderar o processo de reforma.”
Infantino disse quarta-feira que sua carta foi bem recebida. Ele participou da noite de abertura da Copa do Golfo Pérsico, em Jeddah, e de lá viajará para Nova York para as reuniões da Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Estou ansioso para receber feedback de todos que seguiram minha carta”, disse Infantino. “Recebi mensagens positivas sobre isso de diferentes partes do mundo e aqui na Arábia Saudita é importante que nos escutemos em qualquer uma das 211 federações-membro da FIFA.
“Temos uma reunião do conselho no próximo mês, por isso continuaremos a ter conversas sobre estas questões importantes. Precisamos de ter uma cultura de diálogo, de ouvir uns aos outros e de respeitar uns aos outros.
“Não se trata de fazer manchetes positivas, trata-se de fazer o que é certo para o jogo. E nunca estive tão determinado e empenhado em fazer isso. A FIFA está sempre envolvida. Estou sempre envolvido e quero ouvir como podemos fazer crescer o futebol para o benefício de todos, em todos os lugares.”
