21 Junho 2026

O lendário kit da Argentina que fez história contra a Inglaterra em 1986

As agora lendárias quartas de final da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina, onde Diego Maradona foi herói e vilão, ainda está viva em um kit histórico construído do zero no dia anterior. E, na verdade, nem era oficial.

Algumas partidas históricas são frequentemente lembradas por momentos em campo capturados em vídeo ou fotos, o que aumenta o poder de certos instantes icônicos. E se falamos de colisão Inglaterra E Argentina Nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, no México, inevitavelmente pensamos em dois gols Maradona.

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O primeiro foi marcado com a mão e o segundo, após um slalom memorável, foi posteriormente eleito o maior gol da história das Copas do Mundo.

No entanto, desse encontro mítico surge uma memória menos famosa, mas igualmente significativa. E tem a ver com a camisa usada naquela tarde escaldante na Cidade do México. Camisa azul escura, o camisa 10 beijará o argentino no final da partida após atuação lendária.

Mas, como acabamos de perceber, sua gola V branca era bem mais pronunciada que a usada nas oitavas de final contra o Uruguai. E não é só isso: traz duas listras verticais em tonalidades diferentes.

A razão? O kit da partida mais simbólica da Copa do Mundo foi confeccionado no início do dia e não era oficial. O motivo dessa improvisação foi a umidade intensa e constante, contra a qual os argentinos suaram abundantemente durante a partida. Mais uma vez, a equipa de Carlos Salvador Bilardo teve que vestir azul, o que criou um problema significativo.

Contra o calor

Porque, a pedido expresso do técnico argentino, a camisa titular da Argentina foi confeccionada em um tecido especial. Ciente das altas temperaturas no México, o técnico argentino pediu ao patrocinador técnico Le Coq Sportif que criasse um kit com pequenos furos para permitir melhor respirabilidade, visando não só diminuir o cansaço, mas também os efeitos da umidade nos jogadores, que tiveram que lidar com a altitude e uma certa falta de oxigênio.

Depois de uma vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, e sabendo que teriam que jogar com um segundo uniforme, Bilardo pediu ao representante argentino do Le Coq Sportif que desse aos seus jogadores 38 camisas alternativas com uma tecnologia então chamada Air-Tech.

A marca esportiva, porém, recusou o pedido, pois não havia tempo suficiente faltando 72 horas para a partida contra os ingleses.

Número prata

A única solução era encontrar alternativas localmente, e elas tinham que ser azuis escuras com o logotipo do galo da marca francesa. Os representantes da seleção argentina foram ao bairro de Tepito, na Cidade do México, e retornaram ao campo de treinamento americano, onde a seleção espanhola estava estacionada com dois tipos de camisas.

Nem a tecnologia Air-Tech e Bilardo parecia bastante desconfiado. Em seguida, o próprio Maradona se aproximou e, a pedido do treinador, tocou nas duas camisas e escolheu uma, dizendo: “Esta camisa é linda. Vamos vencer a Inglaterra com ela.”

Nesse ponto, ninguém teve dúvidas.

Os funcionários do hotel presentes no acampamento tiveram que costurar os emblemas da seleção argentina, que foram praticamente copiados no local. O resultado foi uma camisa que omitiu o louro acima das letras AFA. Uma pequena mudança que não importa para ninguém. Mas não foi o mais notável.

Porque os números dos jogadores também foram somados no último minuto. E não eram brancos como sempre, mas sim prateados, pois também foram comprados e passados ​​​​na última hora. E eram números do futebol americano.

O resto é lenda. Incorporado em uma camisa agora mantida como relíquia por um colecionador particular que pagou nove milhões de dólares por ela. Mas mesmo que não esteja em exibição pública, ainda irradia uma aura única. Uma sugestão de roupa de marca francesa, mas feita de forma totalmente sofisticada e atemporal a poucos passos do Estádio Azteca.



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