4 Junho 2026

Jogadores brasileiros nas favelas do Rio de Janeiro encontram esperança e oportunidade para o futebol

RIO DE JANEIRO (AP) — Quando brasileiro João Victor Gonçalves começou a jogar futebol com um Rio de Janeiro Nas favelas mais pobres e violentas, ele mal sabia que o jogo um dia lhe permitiria viajar para o exterior e disputar uma competição internacional.

No mês passado, junto com outros nove meninos, ele voou para o México para representar o Brasil na Copa do Mundo de Crianças de Rua, um torneio com seleções de 30 países formado por meninos de origens pobres, realizado no início deste ano. Copa do Mundo FIFA.

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“Nunca pensei que um dia isso aconteceria, que eu representaria meu país, fazendo o que mais amo – jogar futebol – em outro país”, disse Gonsalves, de 18 anos. A seleção brasileira ficou invicta e venceu o torneio, aumentando a emoção da experiência.

Como muitos brasileiros, Gonçalves e seus companheiros cresceram chutando bola e acompanhando de perto os membros da seleção brasileira de futebol, a Seleção. Eles sonham com um dia Tornando-se futebol profissional Os jogadores amam seus heróis.

O projeto já mudou suas vidas, dizem.

Além de ser uma porta de entrada para momentos climáticos, o projeto Street Child United Brasil no complexo de favelas da Penha permite aos participantes escapar, pelo menos momentaneamente, da vida cotidiana marcada pela privação e pela violência, incutindo uma sensação de segurança, pertencimento e esperança.

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A iniciativa começou em 2014, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo FIFA. Hoje, cerca de 100 jovens participam de sessões de treinamento durante todo o ano, que acontecem quatro dias por semana. O projeto acolhe meninas e meninos a partir de 6 anos.

Jogar futebol “representa o amor, a paixão, a realização de sonhos”, disse Ryan Mercedes, um jovem de 17 anos que visitou o México. “Quando entramos em campo é hora de nos divertirmos e sermos felizes”.

Mas o entusiasta do futebol Rafael Gomes diz que a realidade da vida na favela às vezes os atinge. Pelo menos uma vez, torcedores de futebol tiveram que interromper um jogo por causa de uma batida policial na favela.

“Estávamos treinando quando de repente houve chutes, tivemos que correr e ficar no canto”, disse Gomes.

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Mais de 120 pessoas morreram no ano passado Em uma operação policial mortal As favelas da Penha e do complexo vizinho do Alemão têm como alvo membros do grupo criminoso Comando Vermelho.

O grupo de tráfico de drogas – que é a administração Trump Recentemente decidi classificar Como organização terrorista estrangeira – controle parte da favela. Isto representa uma tentação para os menores que podem ser atraídos para o crime como uma forma rápida de ganhar dinheiro.

Drica Santos, coordenadora do projeto, disse que a organização pretende oferecer alternativas a esse estilo de vida.

“Se o projeto não existisse, teríamos perdido muitas vidas”, disse Santos. “Não vamos salvar a todos, mas o maior número de crianças que conseguirmos salvar – aquelas que não estão envolvidas no tráfico de drogas – já será a nossa vitória”.

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Carlos Casiano da Silva, líder comunitário da favela, disse que os pais estão gratos pelo projeto porque sabem que seus filhos ficarão ocupados por um período de tempo e sem problemas.

Da Silva acrescentou que a iniciativa também colocou Penha em boa situação. “Muita gente não está acostumada a ver a Penha de forma positiva, não sabe que aqui também temos coisas boas”, disse.

À medida que a Copa do Mundo se aproxima, Gonsalves disse esperar que a Seleção siga os passos de seus companheiros e se recupere. o troféu.

“Fizemos a nossa parte. Agora cabe à seleção brasileira”, disse Gonsalves.

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